“…Quero, quero, quero e não adianta negar. Senão você já sabe: começo a chorar…”

Estávamos no meu carro. Ele bem atrás de mim, no banco traseiro, sem ver bem meu rosto, mais ouvindo com plenitude minha voz. Sua mãe – minha tia – havia sido deixada em casa há cinco minutos e nos dirigiámos à casa dos avós em comum. Eu com 29, ele com 10, mas pela conversa ele transparecia mais idade e eu menos. Uma lombada, duas lombadas e, finalmente, minha lambada:

– Você sabe que amo sua mãe como se minha fosse, não é? Que ela está passando por um tratamento complicado em razão do câncer, não é? Que câncer é uma doença séria, que leva muitas pessoas à morte, não é? Que muitos médicos dizem que o câncer pode surgir por problemas pessoais pelos quais a pessoa está passando, como incomodoções, estresse e brigas, não é?

– …

– Você sabe o quanto incomoda sua mãe e o quanto a leva à loucura? Que aquilo que você disse minutos atrás – “você é a pior mãe do mundo; eu preferia não ter mãe” -, quando ela sentenciou que você não podia comer no Mac Donalds, magoou-a profundamente? Que no estado médico em que ela se encontra, isso – não ter mãe – pode ocorrer muito fácil e muito em breve?

– …

– Pois bem. Então eu vou te falar isso uma única vez, pois não sou de repetir: Se você continuar sendo esse menino mimado e terrível com a sua mãe e ela piorar, o mínimo que for, eu venho de Florianópolis até aqui só para te “socar a pau”. E ninguém vai me impedir de fazê-lo, pois tua mãe me conhece muito bem e sabe que cumpro o que falo. Você entendeu tudo o que eu disse?

– …

– Eu não estou ouvindo sua resposta.

– …sim…

– Você vai contar tudo o que conversamos aqui para sua mãe ou nossos avós?

– …

– Não ouvi sua resposta e, caso você não saiba qual deva ser ela, eu te digo: é NÃO!

– …

– Repete alto para mim.

– …não…

– Então desce do carro agora e engole esse choro. Se nossos avós ficarem preocupados contigo por conta disso, eu quebro você a pau também!

Choro compulsivo e manha por cerca de uma hora. Meu olhar fulminante e uma conversa no canto do quintal dos nossos avós, com pequenas ameaças. Mais choro manhoso. O pai buscando o filho  que ligou desesperado e, depois, um telefonema deste, dizendo que, muito embora tenha contrariado uma ordem da mãe dele, dada no dia anterior, ela o havia autorizado a tanto quando chegou em casa e, por isso, eu não precisava me preocupar.

Os acontecimentos e o diálogo foram mais ou menos assim. Talvez eu tenha sido um pouco pior nas ameaças, além de ter omitido partes interessantes da conversa. De qualquer modo, essa sou eu, dando uma de criança em uma tentativa – provavelmente frustrada – de melhorar minimamente o comportamento de uma criança absurdamente mimada.

Se ele contou a minha tia o que houve? Com certeza! O que eu fiz a respeito? Antecipei-me a sua delação e contei minha versão aos nossos avós, para que fosse cuidadosamente repassada a minha tia e garantisse a ele a pecha de mentiroso (coisa que o é, tornando mais convincente meu álibi).

O certo é que não estou pronta para ser mãe (preciso mudar minhas técnicas de interação infantil), assim como minha tia – que amo demais – nunca esteve pronta para controlar os mimos do filho.

Afinal, a quem podemos culpar crianças – e adultos – mimados senão os pais. Na espécie, principalmente o pai, com uma boa dose de ajuda da mãe e do avô materno. A criança, ainda que insuportável em diversos momentos, nunca aprendeu a ser diferente. Mas, quando adulto, podemos continuar escusando-o de suas atitudes sob o argumento de que foi criado assim e não sabe ser diferente?

Para mim isso é cômodo demais e permite, no mais das vezes, que todo e qualquer comportamento possa ser justificado com base em questões que transcendem a esfera de liberdade do sujeito. Mas será isso mesmo?

House já diria sua clássica frase das primeiras temporadas do seriado: People don’t change. Mas nem o seriado, muito menos o personagem, conseguiram mantê-la íntegra e verdadeira por muito tempo. As pessoas mudam, sim. E nem sempre é preciso grandes acontecimentos para que tal ocorra.

Não acredito que privar as crianças de pequenos mimos ou colocá-las em situação de extrema competição, com não’s contínuos, – já que será isso que encontrarão no futuro – seja o correto. Mas crianças precisam de limites, até para seu próprio bem. Uma criança mimada pode – e provavelmente irá – se tornar um adulto mimado, continuando a receber os mimos e cuidados familiares por toda sua vida, mas isso não significa que os sim’s serão as palavras vindas dos que o cercam.

O não dos outros, nunca ou pouco ouvido quando no núcleo de proteção dos mimos, pode desestruturar um adulto. Já vi isso algumas vezes, em pessoas muito próximas a mim. As fez mudar? Algumas sim – com dificuldade e momentos de extremo sofrimento -, outras não. Muitas talvez precisem perder por completo aquele núcleo de proteção, já que ele pode ser sempre um refúgio dos problemas (e não’s) que aparecerem.

Há as que serão os mimados tudo podem, passando por cima dos outros com seu ar de superioridade e o apoio incondicional de seus mimadores. Assim como há os que serão os mimados medrosos, que não aguentam ouvir os não’s que a vida lhes reserva, trancando-se, então, em seus mundinhos e evitando relações com o desconhecido.

No caso de meu priminho, bem como em tantos outros que presenciei, a escusa para os mimos e permissões aos choros, manhas, xingamentos e bater de pés deve-se ao fato de ser considerado doente – hiperatividade -, sendo, inclusive, tratado com medicamentos. E estes têm resolvido o problema? Por certo que não, já que ainda não há remédio para falta de limites e de educação.

Nessa mesma linha há os que serão assim tratados até a vida adulta: doentes, sensíveis, que precisam ser cuidados pelos que os cercam, já que não podem fazer nada sozinhos, como tomar decisões ou quebrar a cara. Tudo será amenizado pelos mimadores de plantão, afastando todo e qualquer perigo de sofrimento advindos dos não’s da vida. E, na vida adulta, os medicamentos são muito mais aceitos e providenciais.

Infelizmente a maioria precisará de algumas lambadas – talvez até com ameças, como aquelas que infligi ao meu priminho – e secar sozinha seus choros manhosos, sem afagos na cabeça e palavras de consolo, para que perceba que o mundo não gira em torno de seu umbigo, muito menos na hora e modo que deseja. Também, que o não pode ser bom, até um aprendizado, sendo possível ouví-lo sem o acompanhamento de um diazepam. Afinal, todos ouvimos e seguimos em frente.

Eu provavelmente não mudei as atitudes do meu priminho por mais de 24 horas. Talvez 48, com muita sorte. Mas tenho certeza de que ele sempre lembrará das coisas que ouviu, bem como sempre me restará o poder de telefonar e refrescar-lhe a memória sobre nosso acordo. Tenho o direito de fazê-lo? Provavelmente não. Mas temo pelo que o espera se demorar para mudar suas atitudes.

 

PS: O título do post é um trecho da música Criança Mimada, da Mara Maravilha.
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6 responses to this post.

  1. Posted by Cristina Oliveira on 17 de janeiro de 2011 at 10:03

    Ao abrir meus emails hoje, encontrei teu novo post e li sorrindo… O teu pequeno diabinho não é o único no planeta e estamos verdadeiramente rodeados deles. Lembrei-me de tantas coisas enquanto lia e uma delas foi de um fato ocorrido na nossa casa na beira da lagoa onde eu cultivava um belíssimo jardim. Tudo ali era muito difícil de fazer crescer e vingar, em razão do solo ácido pelo excessivo material em decomposição e pela água levemente salgada que naturalmente se infiltra no solo. Criar um micro clima próprio para as plantas e de modo que elas se adaptassem saudáveis, era muito penoso e um investimento de muitas horas diárias. Então e num dia de sol lindo, minha sobrinha mais nova e na época com uns dois anos e pouco, caminhava pelo jardim rumo às margens da lagoa e eu, olhando-a do alto, debruçada na janela do andar de cima, percebi que cada passainho daquele signicava uma planta mutilada ou arrancada, pois ela ia andando e arrancando e puxando os galhos da flores… Justo aquelas que eu havia trazido de tão longe as sementes. Ela não era mazinha, mas como todas as crianças nessa idade, gostava de impor suas vontades através da manha e então eu desci as escadas. Cheguei perto dela, que naturalmente continuou a fazer o que vinha fazendo desde que saiu da casa e rumava para a beira da lagoa e eu lhe perguntei enquanto caminhávamos lado a lado, se ela gostaria que eu lhe arrancasse os dois bracinhos… Ela parou na mesma hora e me olhou séria. Parei também e voltei-me para ela e me ajoelhando no chão, para tentar ficar na altura dela, disse-lhe que era o que ela vinha fazendo com as plantas. Ela olhou para o galhinho que tinha nas mãos e voltou a olhar para mim e eu continuei a conversa, dizendo-lhe que se ela se achava no direito de poder arrancar os galhos das plantas, machucando-as e destruindo-as sem razão e sem o menor sentido, que eu também poderia me sentir igualmente no direito de arrancar-lhe partes do corpo, sem me importar com a dor que ela poderia vir a sentir, uma vez que ela também não estava se preocupando com a dor das plantinhas…

    Fez o giro em seu próprio eixo, voltou-se para a casa e começou a subir a rampa em meio as plantas, para ver se encontrava o colo da mãe ou do pai, com cara chorosa e boca trêmula. Nunca mais arrancou galhos de nada, ao menos no meu jardim.

    Passados muito anos e hoje ela já é uma mocinha com 15 anos, estávamos todos reunidos e falando de crianças sem educação e nas coisas que devem ou não devem ser feitas para que as crianças tenham um sentido de rumo na vida e ela então contou a todos o que havia se passado com ela quando tinha dois aninhos e num dia em que estava de visita na nossa casa da beira da lagoa. Contou tudo em detalhes, rindo muito e dizendo que nunca mais tocou em um galho de planta para arrancá-lo e que só pode perceber o quanto estava sendo ruim, quando eu lhe disse que iria fazer o mesmo com os bracinhos dela.

    É claro que depois de relatar o fato, todos voltaram-se para mim e começaram a fazer brincadeiras comigo e fazer graça de minha “psicologia infantil apuradíssima”, mas a verdade é que crianças são cruéis, naturalmente, e somos nós, os adultos, os responsáveis em dar a esses seres primitivos e que nunca foram e jamais serão “inocentes” como quer pregar a igreja e como alguns adultos irresponsáveis fazem questão de rotular, esquecendo-se do sentido de respeito, de limites, de educação e de convivência e que, sem ordem e sem determinação, jamais crianças se tornarão bons adultos sem sofrerem para conseguirem chegar lá e num sofrimento muitíssimo maior do que aprender a ouvir e respeitar a palavra NÃO.

    Sempre cometeremos erros, pois pessoas são sempre únicas e o que pode ser bom para um, poderá não ser tão bom para outro, mas erros por tentar ainda é capaz de ser compreendido, mas errar para se livrar de culpas, de incomodações por não gostarem de dizer não, é simplesmente inaceitável. Nada é mais terrível do que uma peste de uma criança manhosa, mal educada, desrespeitosa, invasora. Eu odeio crianças dessas e não nego que quero esses demônios bem longe de mim e esses seres das trevas rondam nossas vidas em todos os lugares, pois os pais os fazem apenas para tê-los como se fossem enfeites, uns de olhinhos verdes e cabelinhos amarelos… Outros de olhinhos azuis e cabelinhos cacheadinhos… Como se fossem objetos compráveis, descartáveis e logicamente, intoleráveis. !!! Ufa!!! Criançada mais abusada e detestável, salvo raríssimas excessões e essas, só serão capazes de existirem sem maiores problemas se as pessoas que contribuem para a sua educação e crescimento, tiverem pulso e forem de fato aptas para cuidarem de uma criança e isso implicará sim em uma enorme dose de nãos diários. E não, é NÃO!!! Não há meio não, ou mais ou menos não…

    Fiquei feliz de saber depois de mais de 13 anos de um acontecimento esquecido e jamais falado em público, que minha sobrinha lembrasse dele com naturalidade e graça, relatando seu momento de terror imposto por mim na minha casa da beira da lagoa, mas não pelo ocorrido em si e sim, pelo aprendizado que ela jamais esqueceu. Fiquei feliz também quando a irmã mais velha dela, hoje com 23 anos, comentou rindo que ela muitas vezes havia me afrontado, mas que ela o fazia para ver se conseguia me dominar como sempre dominou a mãe dela, mas falou que foi de mim que ela aprendeu muitas coisas que ela carrega até hoje e sempre que me vê ou comenta com alguém sobre educação e atitudes, me elogia e relato alguma das minhas peripécias com relação a ela ou a elas, que eu sempre tratei com carinho, mas jamais permiti que saissem do eixo, na minha frente e muito menos na minha casa, sem me interessar se os pais iriam ou não gostar de minhas atitudes. E sinceramente, se tenho de conviver com os monstros, ainda que de vez em quando, sinto-me na obrigação de avisar que irei revidar todo e qualquer comportamento fora da ordem.

    Há muitos tipos de mimos e de proteção e cada um reagirá de modo diferente quanto ao que recebem e o que desejariam receber, mas quando estamos atentos ao modo de convívio em grupo e ao que todos sofrerão quando adultos se seus desejos não forem alcançados, é o que vale para nos colocarmos diante do peso e medida ideal que buscamos encontrar como referência para as permissões ou negações que farão de cada criança, uma pessoa apta a viver em sociedade. Salvo os casos de psicopatia e que necessitam de acompanhamento especial e clínico, limites são saudáveis e muito mais proveitosos do que as manhas e permissões desenfreadas, que muitos pais insistem em manter, sob pena de terem de se deparar com seus próprios medos, suas próprias negações e valores nem sempre muito bem estruturados.

    Independente de minha estrutura – se boa ou má, isso não importa e nem vem ao caso – o que eu fiz com meus filhos foi em primeiríssimo lugar dizer NÃO uma única vez quando essa era de fato a palavra a ser dita e SIM, para tudo o que cabia e especialmente quando implicava no meu respeito à individualidade de fato e de direito, de cada um deles. Essa é uma diferença bem difícil de ser percebida e seguida, ou seja, saber exatamente onde está a linha invisível que separa o nosso direito e dever de educadores e pais, dos direitos e deveres de filhos a serem educados e orientados.

    E por fim, apesar de não me achar no direito de recomendar a maternidade a ninguém, acho que se continuares nessa linha de conduta diante das manhas persistentes dos pequenos monstros, estarás te aperfeiçoando para teres teus filhos e fazer com que eles não trilhem as linhas das trevas…

    Beta sempre dizia que eu e tu somos muito parecidas… hehehehehe…

    Beijo e boa semana!!!

    C®IS

    Responder

    • Lembro sempre da Beta afirmando o quanto somos parecidas em alguns aspectos, hehehehe.
      E também já presenciei diversas pessoas afirmando o quanto são agradecidas aos adultos que lhe colocaram limites. Porque é exatamente aquilo que sua sobrinha disse: as crianças pedem limites.
      Muitas atitudes são, muitas vezes, para testar os adultos – pais ou não – e verem até onde podem ir; até onde lhe és permitido agir.
      Eu sei que fui bastante cruel com meu primo, principalmente porque fiz referência ao estado de saúde de sua mãe. Mas, afinal, a medicina nos diz, diariamente, que fatores externos ligados ao estresse são grandes influentes no aparecimento do câncer. E eu bem sei o quanto minha tia se incomoda com o filho. Culpa dela também, por certo, que nunca soube lhe dar os limites necessários.
      Talvez ele não leve a sério o que lhe disse, até porque nossa convivência é deveras esporádica. Brinco, até, que se ele passasse uma semana comigo, muita coisa mudaria.
      Mas sinto que, apesar da crueldade presente no meu comentário – ainda que não necessariamente proposital -, alguma coisa mudei nele. Se por pouco tempo, tudo bem. Mas alguém precisa iniciar a dizer não a ele, em algum momento.
      Outra coisa que fiz, depois da “lambada”, foi conversar sempre com ele, olhando em seus olhos e falando firme.
      Meu sobrinho, quando com cerca de 3 anos, costumava chorar manhosamente e fechar os olhos, apertando-os com força. Minha atitude sempre foi fazê-lo abrir os olhos para conversar comigo, para passar minha mensagem não apenas em palavras – que muitas vezes entram por um ouvido e saem por outro -, mas também com o olhos e a expressão facial/corporal.
      De nada adiante berros, palmadas ou agressões se as expressões não transpassam a mensagem correta à criança.
      Um olhar muitas vezes diz mais do que qualquer ameaça ou palmada.

      Muito bom vê-la aqui pelo blog.
      Boa semana.

      Responder

  2. Posted by Cristina Oliveira on 18 de janeiro de 2011 at 08:28

    Sim. Um olhar é capaz de fazer vários papéis, mas é necessário que ele seja uma forma de comunicação usada com frequência e que seja identificado pelas crianças, com a leitura correta que cada olhar significa, correspone…
    Minha filha – que tem 8 anos a mais que meu filho -, dizia sempre para meu filho… “Vamos parar que a mamãe já arregalou os olhos”!!! Referindo aos meus olhos grandes por natureza e que bastava olhá-los com firmeza para que eles entendessem que o olhar havia crescido e que prescivam parar. Eu sempre achei aquilo estranho e engraçado, pois jamais apanharam um tapa sequer, mas sempre souberam o significado de cada olhada, de cada sentido contido nos meus olhares. Sempre foram excelentes filhos, educados e extremamente obedientes para o que precisavam obedecer, sem serem submissos. Ambos com personalidades bem definidas e seguem com o mesmo respeito até hoje, o rítmo próprio de cada um, sem terem deixado de ser amorosos e atenciosos. Eram e são independentes no que de fato precisam ser e com opiniões próprias, mas jamais desrespeitaram adultos sob hipótese alguma e mesmo estando com a razão, pois se por acaso fizessem alguma coisa de modo contrário, estariam abrindo mão de algo que não tem preço. Não é preciso bater – muito embora eu reconheça que há crianças e adolescentes que merecem apanhar com hora marcada, em doses diárias, de tão chatos e desagradáveis que são – mas há que se mostrar que há momentos e situações que quem manda precisa ser ouvido e respeitado e nesses casos não cabe argumentações ou meias medidas.
    Sinceramente não acho que tenhas sido cruel com o menino e sim, clara e direta. Isso há de ter surtido um bom efeito e especialmente pelo fato de que essa pequena criatura deve sim respeitar o estado de saúde de sua mãe e alguém precisava dizer isso a ele e sem falar no fato de que não se trata de um menininho de dois anos, aliás, idade máxima cabível para uma manha que necessariamente precisa ser contralado. Depois dessa idade, apresentarem-se manhosos e desrespeitosos, prende que é delinquente ou psicopata. Se fosse eu, teria sido muito mais dura do que tu e não o teria poupado sob hipótese alguma e nem estaria sentindo peninha dele agora, pois com 10 anos, a crueldade dele supera todo e qualquer ato que tenhas tido para fazê-lo entender algo que certamente ele sabe existir e continua a tirar proveito e buscando beneficiar-se da situação.
    E Beta dizia sim que somos parecidas em coisas, mas nunca me disse que coisas ou características e semelhanças, são essas… Sabes???
    Lembro-me apenas dela dizendo que por vezes sentia medo de ti e algumas vezes ela disse ter sentido medo de mim, também, mas ao mesmo tempo, ela também sentia-se segura e sempre soube que embora eu sendo fora dos padrões [para não dizer anormal, como costumam dizer… hehehehe], minha pseudo loucura sempre esteve muito envolta no respeito e na segurança dos que convivem comigo e que eu amo. Mas isso, no entanto, não faz com que eu deixe de dizer o que penso ou sinto, tanto quando é bom, como também quando não for tão bom assim…

    É isso!!!
    Um lindo dia e beijos!!!

    C®IS

    Responder

  3. Posted by Cristina Oliveira on 18 de janeiro de 2011 at 08:33

    Tenho dificuldades variadas e uma delas é minha grande falta de visão – a ocular – que me atrapalha para escrever e eu insisto em fazê-lo como se eu fosse uma pessoa quase normal… Escrevo sempre diretamente no espaço, sem efetuar a correção posterior dos textos e mando ver!!! Portanto segue tudo sempre, no mesmo modo pensado, sentido, sem ser revisado. Desconsidere meus muitos erros de digitação, engolidas de letras e coisas saltadas, pois felizmente meu raciocínio é mais rápido que meus dedos ao digitar e esses cometem deslizes fantásticos!!!

    Beijos!!!

    C®IS

    Responder

    • Que nada, Cris. Todos somos assim: o pensamento é muito mais rápido que a escrita. Eu sempre tenho que rever várias vezes meus textos por essa razão.

      Pelo que me lembro a Beta nos achava parecidas no fato de falarmos o que pensamos, a quem tiver que ser, bem como pelo fato de defendermos com unhas e dentes nossos argumentos e pessoas que amamos.

      Beijos

      Responder

  4. […] contudo, estão mais para as ameninades do que aos temas soberbos, estando em segundo lugar meu reconhecimento de que não estou preparada para ser mãe e, em primeiro, meu confessado medo respeito pelas […]

    Responder

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