Archive for the ‘aleatórios’ Category

Lápis x Câmera

Sabem aquelas fotos que possuem desenhos para se contrapor à realidade, ou melhor, sabem aquelas fotos em que desenhos são inseridos como se fizessem parte da realidade? Defina como achar melhor.

O que temos aqui é um grupo desse trabalho feito por Ben Heine, artista nascido na Costa do Marfin que atualmente reside e trabalha na Bélgica. Apesar de possuir lindas fotos, percebe-se claramente que apaixão do rapaz é pela edição, das mais variadas.

Eu curti essas do projeto pencil vs camera:

Via Olybop.

Marvel + Disney = funciona?

Será que os fãs da Marvel ficarão bravos com essa releitura dos personagens da Disney?

Eu achei que ficou ótima a mistura. E vocês?

 

 

 

 

 

 

 

 

Vi aqui e aqui.

Porque dá para ser feminista e curtir cosméticos! (@GlossyBoxBrasil)

Estão vendo a última frase da minha bio ali ao lado?

Pois então, não deixei de ser feminista porque estou não apenas comprando, mas também falando sobre cosméticos e “beleza” (muitas aspas aqui, ok?). Tenho plena noção das influências culturais machistas neste conceito – que vão desde tipo, cor e corte de cabelo, até peso, cor da pele e assim por diante – e que a ditadura da “beleza” acaba levando muit@s a realizarem os mais horrendos procedimentos, arriscando a própria vida para isso. Isso, contudo, não me tira o direito de querer pintar as unhas de vez em quando – e põe de vez em quando isso -, de usar corretivo todas as manhãs porque não gosto de minhas olheiras, de mudar de cabelo todo mês etc., e, ao mesmo tempo, continuar me intitulando feminista.

Se há algo pelo qual sempre lutei foi pelo direito de cada um fazer o que bem entender da sua vida, desde que, claro, tenha compreensão exata da origem de suas escolhas – que bem sabemos é humanamente impossível de ser absolutamente isenta. Ser feminista não significa ser avessa ao casamento – vou casar, aliás – ou à idéia de uma mulher decidir trabalhar apenas em casa, cuidando da família. Tais fatos, contudo, hão de ser uma escolha, livre – na medida do possível – de imposições culturais machistas ou não.

No fundo, deve-se buscar ser feliz, com cabelo desgrenhado ou chapinha, ou os dois, desde que nos seja permitido escolher, sem a exigência de que preciso ser feminista que não escova o cabelo ou feminina que só vive para escová-lo.

Tecidas essas considerações iniciais, quero deixar claro: este blog vai virar um apanhado de posts sobre “coisinhas de mulher”? Não sei. Isso depende muito do seu conceito de “coisinhas de mulher”. Continua sendo um blog feminista, fale eu ou não de esmaltes ou cortes de cabelos.

O que sei é que há pouco tempo descobri a GlossyBox por meio da Lu, do blog Primeira à Esquerda, e resolvi experimentar essa idéia. Incrivelmente, sem que tivéssemos conversado sobre, minha gêmea Catita resolveu fazer o mesmo. Mas como ela pode, já meteu o pé na jaca e encarou a edição Premium.

A Glossybox consiste em uma assinatura mensal de uma caixa, que pode ser a Beauty (Produtos de beleza de marcas como Boticário, Natura, Risqué, Dove, Oceane, Kleenex e Vitalife), por 23 pilas, ou a Beauty Premium (Produtos de beleza de marcas como Clinique, Clarins, RoC, Calvin Klein, Bourjois, Art Deco e Revlon), por 39 pilas, com 4 a 6 amostras e miniaturas de produtos de beleza enviados de acordo com seu tipo de pele e interesses (você preenche um questionário e diz quais produtos gostaria de receber).

Mas porque eu, uma pessoa que nunca foi ligada nessas coisas, cujos produtos costumam vencer praticamente intactos nas gavetas, resolveu aderir a esse serviço? Justamente por essa razão. Porque assim não gasto dinheiro com algo que não irei gostar/usar e posso provar aqueles que nunca compraria se não fosse essa oportunidade.

Não posso dizer que fiquei decepcionada com minha primeira Glossybox, porque afinal é a primeira e eu não tinha muita noção do que esperar. Mas a caixa do mês passado estava bem interessante, então criei algumas expectativas.

Assim como a Catita, vou dar mais uma ou duas chances para 0 serviço antes de cancelá-lo (é possível fazê-lo a qualquer momento, sem multa ou congêneres). Talvez ainda me surpreenda positivamente, não é?

Vamos, então, ao conteúdo da minha primeira Glossybox (de novembro):

MÁSCARA DE DEFINIÇÃO INTENSA DE CÍLIOS SUPERMAGNIFY – AVON

Segundo a descrição: para um olhar 1000x mais poderoso. A Supermagnify possui partículas esféricas que repelem umas às outras, evitando que os cílios grudem entre si. Com aplicador de 1000 cerdas, você alcança até os menores cílios.

Ok, é um rímel. E da Avon (que testa em animais, o que se tratando de cosméticos, é quase uma horrível regra). Muito embora esse seja um dos poucos itens diários que faço uso, achei que deixou bastante a desejar. Cumpre o que promete no quesito não grudar os cílios. Mas não dá volume nem muito realce (talvez se passar bastante, mas sou alérgica e não rola). Para quem, ao contrário de mim, tem poucos cílios, não parece ser uma boa pedida.

ESMALTES AMARELINHA E CASTELO DE AREIA COLEÇÃO A-DO-LE-TA – AVON

Segundo a descrição: um convite para que as mulheres resgatem sua infância… com cores alegres, lúdicas e divertidas… Com esse esmalte de longa duração, a diversão está garantida.

Pois é, olha a Avon aí outra vez. Neste quesito, nada mais a acrescentar.

Apesar de as cores não serem muito do meu agrado – o segundo já estava devidamente mal passado nas unhas -, realmente parece ser fiel à promessa de durabilidade. Talvez por conta de sua características meio borrachenta (não entendo nada disso, corrijam-me as pessoas que entendem). Infelizmente essa mesma característica não me agradou muito. Apesar de fácil de tirar sem acetona (só puxar o excesso, que estica como uma borracha), achei a aparência meio estranha. Culpa da cor, talvez.

Vou achar alguém para recebê-los como doação. Próximo?

HEAD & sHOULDERS CREME DE TRATAMENTO ANTICASPA – P&G

Segundo a descrição: Nas versões Hidratação e Proteção Contra Queda, o creme de tratamento anticaspa h&s tem uma fórmula exclusiva que deixa o couro cabeludo saudável e o cabelo maravilhoso em apenas 1 minuto.

Diz a P&G que está reduzindo o uso de animais em seus testes. Ou seja, ainda faz uso (essa caixinha não vai se salvar desse mal?).

O produto tem uma consistência bem pastosa, mas não é difícil de ser espalhado no couro cabelo, mesmo para mim que uso megahair de queratina. Comecei a testá-lo ontem, mas já achei bom o resultado em apenas uma aplicação.

OFF! COSMETIC – S.C.Johson

Segundo a descrição: para mulheres que gostam de curtir a vida ao ar livre. Possui ação hidratante e deixa sua pele com textura e perfume suaves. Sua fórmula exclusiva protege contra os mosquitos de forma delicada.

Realmente a caixinha não conseguiu passar no quesito teste em animais, pois o último item também é de empresa constante na lista do PETA. Foi como eu disse, nessa área é difícil salvar-se alguma.

Quanto ao produto em si, não costumo fazer uso de repelentes, mas a consistência deste me pareceu interessante e será testado muito em breve. Ponto negativo para o fato de ser uma amostrinha muito pequena (30 ml).

A Glossy possui muitos outros serviços, como compra de “produtos de marca” por preços interessante – para as assinantes – e um blog que parece muito interessante para quem se interessa por moda e afins.

A caixinha deste mês deixou a desejar, mas vamos ver o que a dezembro nos guarda (um produto ao menos de empresa que NÃO TESTA em animais, por favor?).

Se você se interessou e quiser assinar a GlossyBox, pode fazê-lo por aqui e acaba me ajudando a ganhar pontos (nunca ganho nada com este blog, então uns pontinhos não iriam mal).

Um ano de soberbas amenidades

Foto de Renata Diem

Quem diria que o bloguinho já está fazendo um ano de criação.

Tudo bem que ele foi praticamente abandonado por longos períodos, mas tentei, minimamente, explicar as razões aqui. E algumas dessas mesmas razões seriam, hoje, utilizadas como tema para o post comemorativo de um ano. Porém pensei: elas já me influenciaram tanto; tiraram, em parte, minha ânsia e espírito inquieto da (boa) discussão; já atingiram tantas pessoas que pouco, ou nada, tinham a ver com isso; que seria tornar um tema tão soberbo para determinadas pessoas, apenas ameno para aqueles que desconhecem sua origem e profundida.

Creio ser melhor, então, fazer uma breve retrospectiva do blog, até para mostrar que, apesar dos poucos posts neste um ano – 46 (quarenta e seis) -, muitos temas soberbos e outros tantos amenos foram aqui retratados.

Como os cartões de aniversário, que foram 4 (quatro) – amiga, amigo, sobrinho e namorado – e encabeçam a categoria #mimimi.

Já na categoria seriedades, com posts sobre união homoafetiva, surpreendeu-me o enorme número de buscas que levaram ao texto sobre banheiros para cadeirantes. Espero que isso denote a preocupação em se respeitar, cada vez mais, a individualidade dessas pessoas, que com tantas limitações diárias já são obrigadas a conviver.

Infelizmente, nessa mesma categoria, encontram-se textos que muito pouco foram lidos (acessados), em razão do enorme conteúdo jurídico que possuem, como a Lei dos Call Centers, Prazo de validade dos créditos para celular e Reincidência Criminal.

Houve a época em que me meti a falar sobre filmes, principalmente os vencedores do Oscar das principais categorias, mas abandonei o tema por não ter assistido, na época (nem hoje), todos os concorrentes.

Dois de meus posts preferidos, contudo, estão mais para as ameninades do que aos temas soberbos, estando em segundo lugar meu reconhecimento de que não estou preparada para ser mãe e, em primeiro, meu confessado medo respeito pelas aves.

Vejo que o feminismo, estampado na minha bio, foi responsável por categorizar, expressamente, apenas 6 (seis) posts, o que não significa que muitos dos demais – senão todos – não tenham a influência desse que considero um dos pensamentos que melhor me norteia.

Há outros tantos assuntos que foram abordados, mas deixo a cargo de cada um pesquisar e lê-los, caso se interessem. Este post de aniversário não tem o intuito de seguir a mesma linha de prolixidade comum aos demais.

 

Minha experiência com o autismo

Sim, eu tenho um filho autista, que também é albino e deficiente auditivo. Não, não estou brincando. Mãe de gato (cachorro, galinha etc.) também é mãe.

Muito menos estou zombando das mães de filhos (humanos) que igualmente são autistas. Se esse distúrbio já não é fácil para mim, que sou mãe de um gato, imagino como seja com a mãe de uma criança/adolescente/adulto assim diagnosticado. Claro que, diferentemente das mães de humanos, tive eu mesma que chegar ao diagnóstico, pois veterinários não costumam ser especialistas nesse assunto.

Ainda que seja visivelmente albino, confesso que assim não o identificava, acreditando que era apenas um gato branco. Pode parecer estranho, mas são coisas absolutamente distintas, já que no caso do meu albininho, jamais se encontrará entre seus pêlos nenhum resquício de qualquer outra cor que não o extremo branco – salvo quando longos períodos longe do banho. Aliás, quando volta da Pet, costuma reluzir como metal, tamanha a brancura de sua pelagem.

Além disso, sua pele – embaixo dessa infinidade de pêlos que se espalham (e grudam) por todos os móveis, roupas, nariz etc. – é inteira rosada, diferentemente dos demais gatos (não albinos), que costuma ser branca/bege.

Pois então, sua albinez (está correto?) foi descoberta juntamente com a confirmação de sua surdez: comum gatos persas albinos serem surdos. É certo que, no início, quando chegou em casa, o fato de minha bolinha de pêlos ser surda – e assim não identificado de plano – levou-me a confundir tal característica com o autismo: ignorava completamente meus chamados. Porém, após a confirmação da deficiência pela veterinária e isolado esse fato dos seus demais comportamentos, meu diagnóstico de autismo perdurava.

Claro que, com base nos meus parcos (quase inexistentes) conhecimentos sobre o autismo, acredito que a surdez do meu filhote deve ter grande influência em seu distúrbio, principalmente se considerarmos que os gatos têm a audição como um de seus grandes sentidos e a falta dele os torna receosos para com o que os cerca.

Para que vocês possam entender melhor o distúrbio do meu Nietzsche (este seu nome) e concordar (ou não) com meu dignóstico, utilizo-me de informações extraídas do site da Associação de Amigos do Autista (AMA), comparando-as com as atitudes da minha bolinha de pêlos (sublinhei as partes que, na espécie, se aplicam):

Atualmente, embora o Autismo seja bem mais conhecido, tendo inclusive sido tema de vários filmes de sucesso, ele ainda surpreende pela diversidade de características que pode apresentar e pelo fato de na maioria das vezes a criança autista ter uma aparência totalmente normal. O Autismo é uma síndrome definida por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no usa da imaginação. É comum pais relatarem que a criança passou por um período de normalidade anteriormente à manifestação dos sintomas. Quando as crianças com autismo crescem, desenvolvem suas habilidades sociais em extensão variada. Alguns indivíduos permanecem indiferentes, não entendendo muito bem o que se passa na vida social. Eles se comportam como se as outras pessoas não existissem, rejeitam o contato físico, olham através de você como se você não estivesse lá e não reagem a alguém que fale com eles ou os chame pelo nome [claro que a surdez do meu bichano acentua, e muito, essa característica]. Freqüentemente suas faces mostram muito pouco de suas emoções, exceto se estiverem muito bravos ou agitados. São indiferentes ou têm medo de seus colegas e usam as pessoas como utensílios para obter alguma coisa que queiram. Outros indivíduos tornam-se extremamente passivos, mas amigáveis se a interação é iniciada por outra pessoa. Permanecem estranhamente distantes e desinteressados no que ocorre ao seu redor, outros, ainda, são do tipo esquisito, excêntrico, que se aproxima e interagem com as pessoas de forma inadequada, tocando-as, interrompendo-as e agindo de forma dissonante do contexto. Pessoas com esse distúrbio possuem dificuldades qualitativas na comunicação, interação social, e a imaginação (a chamada tríade), e consequentemente apresentam problemas comportamentais. Muita vezes o simples fato de querer ir ao banheiro e não conseguir comunicar a ninguém pode ocasionar problemas como auto-agressão ou agressão aos outros.

Gatos, assim como crianças, precisam de rotinas. Mas o Nietzsche tem essa necessidade elevada à décima potência. Enquanto os gatos normais têm dificuldade com mudanças, ele sofre demasiadamente com isso. E, considerando as inúmeras mudanças que ocorreram no último ano, mais a guarda compartilhada – sim, separei-me do pai do Nietzsche, mas, como pais responsáveis e preocupados que somos, optamos pela guarda compartilhada como melhor alternativa, a fim de não privá-lo do convívivo com nenhum dos dois -, até que ele reagiu bem a esta última mudança de apartamento.

Esteve com o pai durante uma semana, facilitando meu trabalho com o encaixota e desencaixota, sendo que voltou para a minha guarda quando já no apartamento novo. Dessa vez, ao menos, poupo-me dos gritos enlouquecidos – na mudança para o apartamento anterior, gritou três dias consecutivos, como se alguém o estivesse maltratando, até acostumar com o novo ambiente – e, com a tela devidamente instalada na sacada, ainda não me presentou com suas fugas.

Sou uma Felícia reconhecida e talvez por isso ainda consiga manter um certo diálogo com o meu filhote – ou daí decorra seu autismo cada vez mais acentuado, rs que, (1) não olha nos olhos das pessoas, (2) não consegue receber carinho por mais de 30 segundos, (3) precisa dormir isolado e escondido, (4) tem sua rotina extremamente definida.

Quanto à rotina, aprendi com o tempo como devem preparar seus esconderijos para dormir, como devo proceder para conseguir escová-lo, como devo apresentá-lo aos visitantes e, principalmente, como deve ser servida sua comida.

Hoje pela manhã, ao observar que o Nietzsche não estava se alimentando direito – salvo de Whiskas Sachê, que deve ter algum componente viciante, com toda certeza – tentei de todas as formas fazê-lo comer, mudando os potes de lugar, sacodindo-os em sua frente, carregando-o até a comida umas três vezes. Até que lembrei que ele precisa ver a comida ser colocada no pote, senão não come. Posso colocar um único grão, mas sem isso ele se nega a comer. E pronto: foi colocar a comida no pote, na frente dele, que correu para comer tudo o que não estava comendo nos últimos dois dias.

O Nietzsche é especial e, por mais que dê muito trabalho as vezes – principalmente quando resolve gritar -, traz-me muitas alegrias, além de me preparar para todos os percalços que uma mãe de humano irá encarar.

Sei que o autismo do meu gato não se equipara ao autismo humano, mas, assim como muitas mães, aprendi que há várias formas de interação e diálogo e que o amor pode ser expressado de várias maneiras, até mesmo por um autista aparentemente alheio às pessoas a sua volta, como com uma meia tentativa de encostar o nariz gelado no meu ou um olho no olho denão mais do que 3 segundos.

Respondendo aquela pergunta da propaganda da rede de supermercados: O que me faz feliz são esses pequenos momentos!

“Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão…”

Foto de Vinicius Hisao Suzuki

Tanto tempo longe do blog e foi necessário mais um evento zequezira para me levar a atualizá-lo.

Pois é, cheguei ao ponto em que preciso ouvir os crentes (que crêem no que a sua religião ensina): preciso urgentemente de um passe, um  trabalho, uma sessão de descarrego, um benzimento ou, como diz o grande Sagradinho, um banho de pipoca. Não estou refutando nada. Absolutamente nada. Aliás, estou aberta a outras indicações. Afinal, não é porque sou atéia que devo ignorar os possíveis benefícios de todas esses rituais, não é?

Religiosidades à parte, a questão é que nos últimos dias – pois se eu incluir aqui semanas e meses o troço vai ser de sentar e chorar, de certeza – fui alvo das mais variadas adversidades, as quais denomino gentilmente de ziquezira. Vou ignorar os problemas com operadoras de cartão de crédito, bancos, telefônicas, serviços de internet e pequenos acidentes automobilísticos, senão a descrição será infindável.

Começo pela minha TV, 29 polegadas, daquelas antigas – coisa de cinco anos e já podemos assim denominá-la? Que horror! -, que decidiu morrer! No meio da tarde, no intervalo daquela série legal que eu estava ssistindo, deixando aquele cheiro de queimado que me fez lembrar o resto do dia que vem prejuízo por aí. Ok! Acontece. O que esperar de uma televisão velha (?). Vamos ao conserto – que se mostrou muito em conta, graças a indicação do amigo Walter – e cortar os gastos supérfluos para reestabelecer o orçamento.

Então veio o celular. Ok! Não é um simples celular, mas meu smartphone. Mais especificamente, meu Iphone 4. Resolveu, simplesmente, pular do meu bolso para dentro do vaso sanitário. Recuperado? Sim, se com isso você quer dizer eu tirá-lo de lá (usei uma sacola plástica como luva, ok? Não sou tão apegada aos bens materiais a ponto de ignorar minha própria saúde). Funcionando? Perguntem-me lá pelo início de maio, quando o técnico respponsável irá fazer o primeiro teste de funcionamento. Não discuto. Ele é o entendido no assunto e acredito quando diz que o aparelho deve estar absolutamente seco quando ligado pela primeira vez após seu salto ponta pé a lua.  Uma pequena fortuna, para o caso de o aparelho funcionar. Nada pelo serviço, se morto realmente se encontra. Torço pela nessecidade do financiamento bancário.

Houve a TV da pousada na Praia do Rosa, no último final de semana. Mas o aparelho não era meu e o prejuízo não superou o com vista para o mar /sem vista para o mar (situação aqui incluída unicamente para elucidar alguns detalhes da próxima ziquezira).

Foto de Vinicius Hisao Suzuki

Eis que de volta ao lar, com as fotos todas da Praia do Rosa ainda não retiradas do cartão de memória, sou surpreendida pela invasão de minha casa por um ladrãozinho mequetrefe que levou meu netbook e minha adorada câmera fotográfica, com todas as suas lentes (parte do prejuízo pode ser observado na foto que inicia este post, nesta  aqui ao lado e naquela do avatar deste blog). E não bastasse isso, levou também minha câmera compacta e vagabunda – que só passadas algumas horas e depois de lavrado Boletim de Ocorrência fui perceber, ante a desimportância do bem em comparação aos demais -, encerrando o trabalho defecando em minha área de serviço. Sim, cagando, se você não está acostumado com o outro sinônimo. Ouso acreditar que este último fato ocorreu muito mais por medo de toda a situação em que envolvido do que por afronte, já que limitou-se a fazê-lo e não a espalhá-lo pela casa.

Confesso que, após essa lista de acontecimentos, aliados àqueles que não vou aqui enumerar para não entedia-los, até atravessar a rua está sendo uma atividade precedida dos mais redobrados cuidados. Nunca é demais prevenir, não é? Mas será que há prevenção para tais coisas? Será que se trata de sorte (ou falta dela) e destino? Será que fizeram uma urucubaca ou um trabalho forte contra mim? Será que estou em um momento paulocoelhístico de “quando uma coisa está fadada a acontecer, todo o Universo conspira para que aconteça“? Será? Será? Será?

Não sei dizer e creio que ninguém será capaz de dizê-lo com convicção ou robusteza de argumentos.

O que interessa é que o passe – o primeiro dentre os rituais de que me valherei (por isso é tão bom não ter uma religião e, nas horas de desespero, poder recorrer a todas) – já está marcado no Centro Espírita para quarta-feira.

PS: O título deste post é um trecho da música Se gritar pega ladrão, do Bezerra da Silva. Escolhida porque o episódio do furto, além do responsável pelo maior prejuízo financeiro, teve o desprazer de igualmente contar com fezes na minha área de serviço e minha presença, no quarto, dormindo, enquanto o meliante perambulava pela minha casa.

Creep – Radiohead

Sem vontade de atualizar o blog. Assuntos não faltam, nem idéias. Mas a vontade me escapa, por alguma razão.

Deixo aqui, então, um fantástico vídeo feito com 1554 fotos tiradas com uma Nikon D60 e trata da luta pela aceitação, pela perfeição, pela inserção, pela atenção.

Talvez não seja nada disso que o vídeo queira dizer, então tirem suas próprias conclusões.

Eis a letra da música (com a tradução feita pelo letras.terra) que embala o vídeo:

Creep
When you were here before
Couldn’t look you in the eye
You’re just like an angel
Your skin makes me cry
You float like a feather
In a beautiful world
I wish I was special
So fucking special
But I’m a creep
I’m a weirdo
What the hell am I doing here?
I don’t belong here
I don’t care if it hurts
I wanna have control
I wanna a perfect body
I wanna a perfect soul
I want you to notice
When I’m not around
You’re so fucking special
I wish I was special
But I’m a creep
I’m a weirdo
What the hell am I doing here?
I don’t belong here.
She’s running out again
She’s running out
She run, run, run, run
Run
Whatever makes you happy
Whatever you want
So very special
I wish I was special
But I’m a creep
I’m a weirdo
What the hell am I doing here?
I don’t belong here
I don’t belong me
Verme
Quando você estava aqui antes
Eu não podia nem te olhar nos olhos
Você é como um anjo
Sua pele me faz chorar
Você flutua como uma pena
Em um mundo bonito
Eu só queria ter sido especial
Você é tão especial
Mas eu sou um verme,
Sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar
Eu não ligo se isso machuca
Eu quero ter o controle
Eu quero um corpo perfeito
Eu quero uma alma perfeita
Eu quero que você perceba
Quando eu não estou por perto
Você é tão especial
Eu só queria ter sido especial
Mas eu sou um verme,
Sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar
Ela está fugindo novamente
Ela está fugindo
Ela corre, corre, corre, corre
Correr
Qualquer que te faça feliz
O que você quiser
Você é tão especial
Eu só queria ter sido especial
Mas eu sou um verme,
Sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar
Eu não me pertenço
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