Archive for the ‘Amenidades’ Category

Lápis x Câmera

Sabem aquelas fotos que possuem desenhos para se contrapor à realidade, ou melhor, sabem aquelas fotos em que desenhos são inseridos como se fizessem parte da realidade? Defina como achar melhor.

O que temos aqui é um grupo desse trabalho feito por Ben Heine, artista nascido na Costa do Marfin que atualmente reside e trabalha na Bélgica. Apesar de possuir lindas fotos, percebe-se claramente que apaixão do rapaz é pela edição, das mais variadas.

Eu curti essas do projeto pencil vs camera:

Via Olybop.

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Zumbis ‘animados’

Se você curte personagens de desenhos/quadrinhos (posso falar assim sem ser esculhambada?) e de zumbis, pode ser que curta essa série de retratos de personagens famosos zumbizados.

Confesso que o Charlie Brown me chocou um pouco, mas adorei o resultado de todos.

 

 

Mais no site do artista.

Vi aqui.

 

 

Projeto Comic Sans

Eu nunca entendi muito bem essa birra dos designers com a fonte Comic Sans. Mas quem sou eu para questionar as técnicas e preferências de uma profissão que pouco conheço.

Um grupo de entendedores do assunto, contudo, resolveu ir de encontro a essa ojeriza coletiva e lançar um projeto em que diversas marcas famosas têm suas fontes substuídas pela malfadada Comic Sans.

E não é que muitas ficaram bem interessantes? Ao menos eu achei.

O que vocês acharam?

Você pode ver mais imagens no Tumblr do Projeto.

Vi aqui.

 

Porque dá para ser feminista e curtir cosméticos! (@GlossyBoxBrasil)

Estão vendo a última frase da minha bio ali ao lado?

Pois então, não deixei de ser feminista porque estou não apenas comprando, mas também falando sobre cosméticos e “beleza” (muitas aspas aqui, ok?). Tenho plena noção das influências culturais machistas neste conceito – que vão desde tipo, cor e corte de cabelo, até peso, cor da pele e assim por diante – e que a ditadura da “beleza” acaba levando muit@s a realizarem os mais horrendos procedimentos, arriscando a própria vida para isso. Isso, contudo, não me tira o direito de querer pintar as unhas de vez em quando – e põe de vez em quando isso -, de usar corretivo todas as manhãs porque não gosto de minhas olheiras, de mudar de cabelo todo mês etc., e, ao mesmo tempo, continuar me intitulando feminista.

Se há algo pelo qual sempre lutei foi pelo direito de cada um fazer o que bem entender da sua vida, desde que, claro, tenha compreensão exata da origem de suas escolhas – que bem sabemos é humanamente impossível de ser absolutamente isenta. Ser feminista não significa ser avessa ao casamento – vou casar, aliás – ou à idéia de uma mulher decidir trabalhar apenas em casa, cuidando da família. Tais fatos, contudo, hão de ser uma escolha, livre – na medida do possível – de imposições culturais machistas ou não.

No fundo, deve-se buscar ser feliz, com cabelo desgrenhado ou chapinha, ou os dois, desde que nos seja permitido escolher, sem a exigência de que preciso ser feminista que não escova o cabelo ou feminina que só vive para escová-lo.

Tecidas essas considerações iniciais, quero deixar claro: este blog vai virar um apanhado de posts sobre “coisinhas de mulher”? Não sei. Isso depende muito do seu conceito de “coisinhas de mulher”. Continua sendo um blog feminista, fale eu ou não de esmaltes ou cortes de cabelos.

O que sei é que há pouco tempo descobri a GlossyBox por meio da Lu, do blog Primeira à Esquerda, e resolvi experimentar essa idéia. Incrivelmente, sem que tivéssemos conversado sobre, minha gêmea Catita resolveu fazer o mesmo. Mas como ela pode, já meteu o pé na jaca e encarou a edição Premium.

A Glossybox consiste em uma assinatura mensal de uma caixa, que pode ser a Beauty (Produtos de beleza de marcas como Boticário, Natura, Risqué, Dove, Oceane, Kleenex e Vitalife), por 23 pilas, ou a Beauty Premium (Produtos de beleza de marcas como Clinique, Clarins, RoC, Calvin Klein, Bourjois, Art Deco e Revlon), por 39 pilas, com 4 a 6 amostras e miniaturas de produtos de beleza enviados de acordo com seu tipo de pele e interesses (você preenche um questionário e diz quais produtos gostaria de receber).

Mas porque eu, uma pessoa que nunca foi ligada nessas coisas, cujos produtos costumam vencer praticamente intactos nas gavetas, resolveu aderir a esse serviço? Justamente por essa razão. Porque assim não gasto dinheiro com algo que não irei gostar/usar e posso provar aqueles que nunca compraria se não fosse essa oportunidade.

Não posso dizer que fiquei decepcionada com minha primeira Glossybox, porque afinal é a primeira e eu não tinha muita noção do que esperar. Mas a caixa do mês passado estava bem interessante, então criei algumas expectativas.

Assim como a Catita, vou dar mais uma ou duas chances para 0 serviço antes de cancelá-lo (é possível fazê-lo a qualquer momento, sem multa ou congêneres). Talvez ainda me surpreenda positivamente, não é?

Vamos, então, ao conteúdo da minha primeira Glossybox (de novembro):

MÁSCARA DE DEFINIÇÃO INTENSA DE CÍLIOS SUPERMAGNIFY – AVON

Segundo a descrição: para um olhar 1000x mais poderoso. A Supermagnify possui partículas esféricas que repelem umas às outras, evitando que os cílios grudem entre si. Com aplicador de 1000 cerdas, você alcança até os menores cílios.

Ok, é um rímel. E da Avon (que testa em animais, o que se tratando de cosméticos, é quase uma horrível regra). Muito embora esse seja um dos poucos itens diários que faço uso, achei que deixou bastante a desejar. Cumpre o que promete no quesito não grudar os cílios. Mas não dá volume nem muito realce (talvez se passar bastante, mas sou alérgica e não rola). Para quem, ao contrário de mim, tem poucos cílios, não parece ser uma boa pedida.

ESMALTES AMARELINHA E CASTELO DE AREIA COLEÇÃO A-DO-LE-TA – AVON

Segundo a descrição: um convite para que as mulheres resgatem sua infância… com cores alegres, lúdicas e divertidas… Com esse esmalte de longa duração, a diversão está garantida.

Pois é, olha a Avon aí outra vez. Neste quesito, nada mais a acrescentar.

Apesar de as cores não serem muito do meu agrado – o segundo já estava devidamente mal passado nas unhas -, realmente parece ser fiel à promessa de durabilidade. Talvez por conta de sua características meio borrachenta (não entendo nada disso, corrijam-me as pessoas que entendem). Infelizmente essa mesma característica não me agradou muito. Apesar de fácil de tirar sem acetona (só puxar o excesso, que estica como uma borracha), achei a aparência meio estranha. Culpa da cor, talvez.

Vou achar alguém para recebê-los como doação. Próximo?

HEAD & sHOULDERS CREME DE TRATAMENTO ANTICASPA – P&G

Segundo a descrição: Nas versões Hidratação e Proteção Contra Queda, o creme de tratamento anticaspa h&s tem uma fórmula exclusiva que deixa o couro cabeludo saudável e o cabelo maravilhoso em apenas 1 minuto.

Diz a P&G que está reduzindo o uso de animais em seus testes. Ou seja, ainda faz uso (essa caixinha não vai se salvar desse mal?).

O produto tem uma consistência bem pastosa, mas não é difícil de ser espalhado no couro cabelo, mesmo para mim que uso megahair de queratina. Comecei a testá-lo ontem, mas já achei bom o resultado em apenas uma aplicação.

OFF! COSMETIC – S.C.Johson

Segundo a descrição: para mulheres que gostam de curtir a vida ao ar livre. Possui ação hidratante e deixa sua pele com textura e perfume suaves. Sua fórmula exclusiva protege contra os mosquitos de forma delicada.

Realmente a caixinha não conseguiu passar no quesito teste em animais, pois o último item também é de empresa constante na lista do PETA. Foi como eu disse, nessa área é difícil salvar-se alguma.

Quanto ao produto em si, não costumo fazer uso de repelentes, mas a consistência deste me pareceu interessante e será testado muito em breve. Ponto negativo para o fato de ser uma amostrinha muito pequena (30 ml).

A Glossy possui muitos outros serviços, como compra de “produtos de marca” por preços interessante – para as assinantes – e um blog que parece muito interessante para quem se interessa por moda e afins.

A caixinha deste mês deixou a desejar, mas vamos ver o que a dezembro nos guarda (um produto ao menos de empresa que NÃO TESTA em animais, por favor?).

Se você se interessou e quiser assinar a GlossyBox, pode fazê-lo por aqui e acaba me ajudando a ganhar pontos (nunca ganho nada com este blog, então uns pontinhos não iriam mal).

O que traz você aqui?

Tenho andado tão afastada deste blog. Por certo que não se resume a minha dedicação maior dada ao outro, mas também porque não ando inspirada a discorrer sobre os temas amenos e soberbos que sempre compuseram os posts daqui.

Já que o blog estava começando a criar teias de aranha, resolvi fazer um post sobre um assunto que há tempos queria escrever: o que traz as pessoas (desconhecidas e que não o fazem por mera amizade) ao meu blog?

Não sei se todos sabem, mas o wordpress permite-nos saber a origem dos cliques, inclusive os termos de busca utilizados nos googles que levaram as pessoas a cair aqui no blog. Se leram o conteúdo dos posts ou o que acharam do que encontraram, infelizmente ainda não há como saber. Gostaria, pois, que as pessoas deixassem suas impressões, nos comentários, nem que fosse para dizer: porcaria de google que me trouxe para um blog nada a ver com o que procurava. Creio, aliás, que essa seria a frase mais utilizada, tendo em conta os termos que as trazem aqui.

Sem mais delongas, vamos a eles – e as comentários (im)pertinentes desta que vos fala:

Michele Meiato Xavier: Ok! É meu nome. Mas fico espantada com a quantidade de vezes em que é inserido assim, completo e isolado. Geralmente quando a busca é pelo meu blog, acompanha outros termos que assim indicam. Mas assim, isolado? #Tenso

vaginas bonitas: esse afixionada por vaginas (mas apenas as bonitos, viu?) visitou-me 3 vezes nas últimas semanas. Será que no primeiro clique ele já não percebeu que não era o local onde encontraria o seu intuito? Ou vai que encontrou… #Tenso

gentileza: sim, você fez uma para mim ao entrar aqui no blog. Poderia ter feito outra e deixado um comentário, né?

ghandi o mundo é suficientemente grande para satisfazer: oi?

mulheres presas por trafico: não estou advogando, sinto muito!

o’que tem nas escola particular para os cadeirante: concordância nominal. Já serve, né?

fazer sexo no trem cptm: melhor evitar trens e exibicionistas nas próximas semanas.

só queria te estuprar: há tratamentos para isso, sabia? Farmacologia já é um bom início.

falar ou não falar para um homem galinha que você se importa: minha querida, parte para outra que é melhor!

pessoas que se tocam: nascem pêlos nas mãos, viu?

muitas vezes o simples fato de querer ir ao banheiro e não conseguir espressar essa necessidade: é difícil se expressar com S mesmo. Quanto ao banheiro, fala logo que quer cagar que está tudo bem…

mudo surdo e mudo: que triste deve ser alguém duplamente mudo.

sic fala um homem que quer mudar de sexo: errado. Ele fala corta fora.

garota realizando desejo sexual de homem: não é à toa que sexo é um dos termos mais procurados no Google.

rei sentado:  piriri?

cuidada demasiadamente pelo padastro paizinho: uh-uh, senta aqui.

rumo a plenitudo do meu ser: Deus?

eu só quero te extuprar com muito carinho: aprende a eXcrever antes…

sou autista e tenho dificuldade de olhar nos olhos: muda isso assim.

mulher bonita do parana: já saí de lá. Sinto muito.

doandor de semem sendo filmado: quanta perversão, minha gente.

mulher usando cabelo curto e freud: sim, inveja do falo, blá blá blá blá blá whiskas sachê.

descobri que minha namorada é travesti: pense nas múltiplas opções.

meu filho é autista ou é surdo?: berra ao lado dele e testa.

gato laber o meu nariz: não mata! Já comprovei.

meu gato chupa tecido: putz! Deixa para lá a brincadeira que eu ia fazer.

sexo entre homens – em banheiros publicos ou privados: públicos, sempre.

escrava sexo surra: uhuuul!

aniversario para tia endividada: ajudem a coitada, gente.

por que homens gostam de ser comidos por travestis: não tome os outros por você, meu filho.

mulher bonita do rio grande dosul: achou!!!

falando no ouvido:  prefiro que fale com a minha mão!

videos fudendo a sua tia de 48 anos cabelo curto e preto: Freud faria uma tese aqui.

como encerrar o primeiro post: olha o plágio!

não gosto de disputas o que é meu é meu e pronto: hahahahahahaha

michele dominadora: injúria!

alguem apesar de ter cabelo fragil usou megahair e gostou: não caia nessa. É tudo photoshop.

como saber se seu pai quer te estuprar: não espere para saber… Run, Forrest! Run.

lesbicas costumam raspar cabelos da vagina: não, só os pêlos!

irmao pega irma no casa de banho: e dá-lhe Freud.

domnação materna: isso é um caso para o Dr. Freud também?

Fiquei nos termos dos últimos 30 dias, senão o post ficaria imenso. Desculpas antecipadas pelas brincadeiras, caso algum dos responsáveis pelos termos reapareça por aqui. Mas, nesse caso, deixem um recadinho ou me mandem um e-mail acerca de suas decepções por caírem de paraquedas no meu blog, tá?

Você anda cultivando a getileza?

Apagaram tudo. Pintaram tudo de cinza.
A palavra no muro ficou coberta de tinta.
Apagaram tudo. Pintaram tudo de cinza.
Só ficou no muro tristeza e tinta fresca.
Nós, que passamos apressados pelas ruas da cidade,
merecemos ler as letras e as palavras de gentileza.
Por isso eu pergunto à você no mundo
se é mais inteligente o livro ou a sabedoria.
O mundo é uma escola. A vida é o circo.
Amor, palavra que liberta, já dizia o Profeta.
(Marisa Monte – Gentileza)

A idéia deste post me veio à mente hoje pela manhã, enquanto aguardava pacientemente que alguma boa alma fizesse a gentileza de permitir minha entrada em uma rua de mão dupla.
A rua onde moro tem uma única saída para a rua principal do Bairro, a qual sou obrigada a pegar para ir ao trabalho. Quando ali fui morar (menos de um ano), logo percebi a dificuldade de realizar tal manobra, já que, tratando-se de via de mão dupla, preciso cortar uma das mãos para entrar na outra, em razão do sentido que preciso seguir para o trabalho. Além disso, havendo uma curva pouco antes de onde entro, comum me deparar com um carro ao realizar tal manobra, correndo o risco de ser abalroada justamente no lado d@ motorista, ou seja, eu.
Apesar dessas dificuldades, costumava ser agraciada pelas gentilezas alheias: motoristas solícitos, de ambas as direções, sinalizavam para que eu adentrasse na via sem perigo. Mas, com o passar dos tempos, isso foi mudando, tornando-se rara tal espécie de gentileza, a ponto de hoje pela manhã ter permanecido longos minutos no local, com o carro parcialmente bloqueando a via, mas sem que nenhuma daquelas antigas almas caridosas reduzissem a velocidade a ponto de permitir minha passagem. Pior, invadindo a pista contrária para desviar do meu veículo, mas em nenhuma hipótese cogitando ceder a preferência.
Percebam que eu não iria entrar na frente (mesmo sentido) dessas pessoas no trânsito, o que poderia lhes fazer pensar que seria um atraso na chegada aos seus destinos – coisas de 10 segundos, no máximo, mas para muitos isso parece o fim do mundo. Aliás, esses mesmos carros iriam ficar parados no trânsito menos de uma quadra a frente, mas parece que chegar até o congestionamento 3 segundos antes é questão de vida ou morte.
Não foram poucas as vezes que o trânsito se encontrava praticamente (quando não absolutamente) parado naquela rua principal, mas nenhuma pessoa permitiu que eu saísse da minha rua e adentrasse na via de sentido contrário. Ao revés, colavam no carro da frente para não permitir de maneira alguma minha manobra.
Ontem, lendo o post do amigo André, percebi que Florianópolis, mesmo com todos os seus problemas no que pertine à respeito do trânsito, ainda é considera uma cidade preocupada com a locomoção. Provável que esse título tenha sido dado por alguém que pouco transita por aqui (seja de carro, de ônibus, de bicicleta ou a pé) ou, na pior das hipóteses, comprado por aqueles que fingem ser esta, ainda (se é que um dia foi), a Ilha da Magia.
Não sou hipócrita ao afirmar tudo isso: paro nas faixas de pedestres, cedo a vez àqueles que pretendem adentrar em uma via, seguro a porta do elevador para que os demais possam sair sem preocupações, agradeço quando sou alvo de gentilezas etc.
O elevador – outro exemplo diário de minhas avaliações antropológicas – é outro meio de transporte (é, não é?) que parece ter sido invadido pela fúria e ânsia do século da velocidade e do tempo curto. Todos querem dali sair o mais rápido possível, como se chegar 1 segundo antes na catraca de saída do prédio fosse uma vitória do Airton Senna sobre o Nelson Piquet.
Muito se fala hoje em dia sobre altruísmo, caridade, apoio às causas, defesa disso ou daquilo, mas pouco sobre o resgate da gentileza.
Não estou defendendo que se ignore àqueles em benefício deste. O que me parece é que a gentileza é o primeiro passo para qualquer outra atitude que busque a harmonia da vida em sociedade.
Uma coisa meio Corrente do Bem seria romântico demais da minha parte?
Ao menos não custa tentar e, na pior das hipóteses, posso conseguir que uma boa alma que ler este texto venha ser justamente aquel@ motorista que irá me dar a preferência na hora de sair da minha rua. Por que não?
*
PS: este parece ser um post #mimimi, mas a realidade de não apenas de Florianópolis está chegando a tal ponto que me questiono se pedir mais gentileza é utopia!

“Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão…”

Foto de Vinicius Hisao Suzuki

Tanto tempo longe do blog e foi necessário mais um evento zequezira para me levar a atualizá-lo.

Pois é, cheguei ao ponto em que preciso ouvir os crentes (que crêem no que a sua religião ensina): preciso urgentemente de um passe, um  trabalho, uma sessão de descarrego, um benzimento ou, como diz o grande Sagradinho, um banho de pipoca. Não estou refutando nada. Absolutamente nada. Aliás, estou aberta a outras indicações. Afinal, não é porque sou atéia que devo ignorar os possíveis benefícios de todas esses rituais, não é?

Religiosidades à parte, a questão é que nos últimos dias – pois se eu incluir aqui semanas e meses o troço vai ser de sentar e chorar, de certeza – fui alvo das mais variadas adversidades, as quais denomino gentilmente de ziquezira. Vou ignorar os problemas com operadoras de cartão de crédito, bancos, telefônicas, serviços de internet e pequenos acidentes automobilísticos, senão a descrição será infindável.

Começo pela minha TV, 29 polegadas, daquelas antigas – coisa de cinco anos e já podemos assim denominá-la? Que horror! -, que decidiu morrer! No meio da tarde, no intervalo daquela série legal que eu estava ssistindo, deixando aquele cheiro de queimado que me fez lembrar o resto do dia que vem prejuízo por aí. Ok! Acontece. O que esperar de uma televisão velha (?). Vamos ao conserto – que se mostrou muito em conta, graças a indicação do amigo Walter – e cortar os gastos supérfluos para reestabelecer o orçamento.

Então veio o celular. Ok! Não é um simples celular, mas meu smartphone. Mais especificamente, meu Iphone 4. Resolveu, simplesmente, pular do meu bolso para dentro do vaso sanitário. Recuperado? Sim, se com isso você quer dizer eu tirá-lo de lá (usei uma sacola plástica como luva, ok? Não sou tão apegada aos bens materiais a ponto de ignorar minha própria saúde). Funcionando? Perguntem-me lá pelo início de maio, quando o técnico respponsável irá fazer o primeiro teste de funcionamento. Não discuto. Ele é o entendido no assunto e acredito quando diz que o aparelho deve estar absolutamente seco quando ligado pela primeira vez após seu salto ponta pé a lua.  Uma pequena fortuna, para o caso de o aparelho funcionar. Nada pelo serviço, se morto realmente se encontra. Torço pela nessecidade do financiamento bancário.

Houve a TV da pousada na Praia do Rosa, no último final de semana. Mas o aparelho não era meu e o prejuízo não superou o com vista para o mar /sem vista para o mar (situação aqui incluída unicamente para elucidar alguns detalhes da próxima ziquezira).

Foto de Vinicius Hisao Suzuki

Eis que de volta ao lar, com as fotos todas da Praia do Rosa ainda não retiradas do cartão de memória, sou surpreendida pela invasão de minha casa por um ladrãozinho mequetrefe que levou meu netbook e minha adorada câmera fotográfica, com todas as suas lentes (parte do prejuízo pode ser observado na foto que inicia este post, nesta  aqui ao lado e naquela do avatar deste blog). E não bastasse isso, levou também minha câmera compacta e vagabunda – que só passadas algumas horas e depois de lavrado Boletim de Ocorrência fui perceber, ante a desimportância do bem em comparação aos demais -, encerrando o trabalho defecando em minha área de serviço. Sim, cagando, se você não está acostumado com o outro sinônimo. Ouso acreditar que este último fato ocorreu muito mais por medo de toda a situação em que envolvido do que por afronte, já que limitou-se a fazê-lo e não a espalhá-lo pela casa.

Confesso que, após essa lista de acontecimentos, aliados àqueles que não vou aqui enumerar para não entedia-los, até atravessar a rua está sendo uma atividade precedida dos mais redobrados cuidados. Nunca é demais prevenir, não é? Mas será que há prevenção para tais coisas? Será que se trata de sorte (ou falta dela) e destino? Será que fizeram uma urucubaca ou um trabalho forte contra mim? Será que estou em um momento paulocoelhístico de “quando uma coisa está fadada a acontecer, todo o Universo conspira para que aconteça“? Será? Será? Será?

Não sei dizer e creio que ninguém será capaz de dizê-lo com convicção ou robusteza de argumentos.

O que interessa é que o passe – o primeiro dentre os rituais de que me valherei (por isso é tão bom não ter uma religião e, nas horas de desespero, poder recorrer a todas) – já está marcado no Centro Espírita para quarta-feira.

PS: O título deste post é um trecho da música Se gritar pega ladrão, do Bezerra da Silva. Escolhida porque o episódio do furto, além do responsável pelo maior prejuízo financeiro, teve o desprazer de igualmente contar com fezes na minha área de serviço e minha presença, no quarto, dormindo, enquanto o meliante perambulava pela minha casa.
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