O que você ensina para seus filhos?

20111216-004002.jpg

Eu não devia escrever este texto agora, até porque o fatos ainda estão muito confusos – ainda que o vídeo pareça bem real -, sem que se saiba a data desse crime (sim, no mínimo um crime), sua autoria etc. Além disso, chorei muito ao assisti-lo e estou influenciada pelos sentimentos daí decorrentes.
Estou falando do vídeo que está rolando na internet de uma suposta enfermeira que matou um yorkshire com pancadas e outros tantos métodos de tortura (não recomendo assistir ao vídeo, e nem vou aqui postá-lo, mas se o vir, saberá que o termo está sendo usado adequadamente).
Confesso que fiquei igualmente indignada com a pessoa que filmou a cena e nada fez. Mas pode ser que se trate de alguma empregada doméstica e, por tal razão, com medo de intervir e acabar perdendo seu emprego.
Eu, contudo, teria berrado aos quatro ventos e invadido a casa desse ser, que pensa que um animal de estimação (estranho falar em estima no caso) não passa de mais um objeto descartável, e arrancado o pobre bichinho de lá. Talvez até lhe dado uns petelecos, ou não, já que minha violência não pode ser validada pela dela.
A questão é que, apesar de todo o horror do quadro encontrado naquele vídeo, talvez a pior cena seja aquela criança, de não mais de três anos, assistindo a tudo. Provável, até, que o cãozinho fosse seu, como um desses presentes de pais nada responsáveis, que não pensam nas consequência de se adotar um bichinho.
Como esperar que essa criança, mais adiante, reconheça o direito do próximo, animal racional ou irracional, se convivendo com exemplos tão grotescos e deturpados? Porque não adianta: criança não aprende apenas com conselhos e palmadas (agora finalmente proibidas), mas sim, e principalmente, com exemplos, imitando os mais próximos, principalmente aqueles que deveriam ser seus heróis.
Talvez a criança nem lembre da cena daqui algum tempo – muito embora algumas correntes psicológicas afirmem que isso irá interferir em sua personalidade ainda que inconscientemente -, mas será que os exemplos maternos do gênero se resumem a esse único e exclusivo ato?
Conversando há pouco com amigos, falamos sobre a hipótese de essa mulher não ser uma pessoa normal. Infelizmente, parece-me que isso pouco tem de loucura. Tantos são os casos de violência hoje em dia que temo que os não normais somos nós, que ainda nos espantamos com coisas do gênero.
Espero estar errada.

PS: encontrei no Google sites dando nome, telefone, endereço e afins da “suposta” agressora. Justamente por ser “suposta”, creio que devemos tomar muito cuidado. Só interessa, nesses momentos, às autoridades competentes tais dados. Até porque o risco de se estar usando dados de pessoal absolutamente alheia ao caso é grande. E, ainda que não o seja, não cabe a nós fazermos justiça com as próprias mãos.

PS2: direto do IPhone, desculpem os erros.

Update: parece que a agressora já foi, realmente, identificada e a ex-Senadora Heloísa Helena a teria denunciado ao Ministério Público de Goiás (li aqui)

Projeto Comic Sans

Eu nunca entendi muito bem essa birra dos designers com a fonte Comic Sans. Mas quem sou eu para questionar as técnicas e preferências de uma profissão que pouco conheço.

Um grupo de entendedores do assunto, contudo, resolveu ir de encontro a essa ojeriza coletiva e lançar um projeto em que diversas marcas famosas têm suas fontes substuídas pela malfadada Comic Sans.

E não é que muitas ficaram bem interessantes? Ao menos eu achei.

O que vocês acharam?

Você pode ver mais imagens no Tumblr do Projeto.

Vi aqui.

 

Porque dá para ser feminista e curtir cosméticos! (@GlossyBoxBrasil)

Estão vendo a última frase da minha bio ali ao lado?

Pois então, não deixei de ser feminista porque estou não apenas comprando, mas também falando sobre cosméticos e “beleza” (muitas aspas aqui, ok?). Tenho plena noção das influências culturais machistas neste conceito – que vão desde tipo, cor e corte de cabelo, até peso, cor da pele e assim por diante – e que a ditadura da “beleza” acaba levando muit@s a realizarem os mais horrendos procedimentos, arriscando a própria vida para isso. Isso, contudo, não me tira o direito de querer pintar as unhas de vez em quando – e põe de vez em quando isso -, de usar corretivo todas as manhãs porque não gosto de minhas olheiras, de mudar de cabelo todo mês etc., e, ao mesmo tempo, continuar me intitulando feminista.

Se há algo pelo qual sempre lutei foi pelo direito de cada um fazer o que bem entender da sua vida, desde que, claro, tenha compreensão exata da origem de suas escolhas – que bem sabemos é humanamente impossível de ser absolutamente isenta. Ser feminista não significa ser avessa ao casamento – vou casar, aliás – ou à idéia de uma mulher decidir trabalhar apenas em casa, cuidando da família. Tais fatos, contudo, hão de ser uma escolha, livre – na medida do possível – de imposições culturais machistas ou não.

No fundo, deve-se buscar ser feliz, com cabelo desgrenhado ou chapinha, ou os dois, desde que nos seja permitido escolher, sem a exigência de que preciso ser feminista que não escova o cabelo ou feminina que só vive para escová-lo.

Tecidas essas considerações iniciais, quero deixar claro: este blog vai virar um apanhado de posts sobre “coisinhas de mulher”? Não sei. Isso depende muito do seu conceito de “coisinhas de mulher”. Continua sendo um blog feminista, fale eu ou não de esmaltes ou cortes de cabelos.

O que sei é que há pouco tempo descobri a GlossyBox por meio da Lu, do blog Primeira à Esquerda, e resolvi experimentar essa idéia. Incrivelmente, sem que tivéssemos conversado sobre, minha gêmea Catita resolveu fazer o mesmo. Mas como ela pode, já meteu o pé na jaca e encarou a edição Premium.

A Glossybox consiste em uma assinatura mensal de uma caixa, que pode ser a Beauty (Produtos de beleza de marcas como Boticário, Natura, Risqué, Dove, Oceane, Kleenex e Vitalife), por 23 pilas, ou a Beauty Premium (Produtos de beleza de marcas como Clinique, Clarins, RoC, Calvin Klein, Bourjois, Art Deco e Revlon), por 39 pilas, com 4 a 6 amostras e miniaturas de produtos de beleza enviados de acordo com seu tipo de pele e interesses (você preenche um questionário e diz quais produtos gostaria de receber).

Mas porque eu, uma pessoa que nunca foi ligada nessas coisas, cujos produtos costumam vencer praticamente intactos nas gavetas, resolveu aderir a esse serviço? Justamente por essa razão. Porque assim não gasto dinheiro com algo que não irei gostar/usar e posso provar aqueles que nunca compraria se não fosse essa oportunidade.

Não posso dizer que fiquei decepcionada com minha primeira Glossybox, porque afinal é a primeira e eu não tinha muita noção do que esperar. Mas a caixa do mês passado estava bem interessante, então criei algumas expectativas.

Assim como a Catita, vou dar mais uma ou duas chances para 0 serviço antes de cancelá-lo (é possível fazê-lo a qualquer momento, sem multa ou congêneres). Talvez ainda me surpreenda positivamente, não é?

Vamos, então, ao conteúdo da minha primeira Glossybox (de novembro):

MÁSCARA DE DEFINIÇÃO INTENSA DE CÍLIOS SUPERMAGNIFY – AVON

Segundo a descrição: para um olhar 1000x mais poderoso. A Supermagnify possui partículas esféricas que repelem umas às outras, evitando que os cílios grudem entre si. Com aplicador de 1000 cerdas, você alcança até os menores cílios.

Ok, é um rímel. E da Avon (que testa em animais, o que se tratando de cosméticos, é quase uma horrível regra). Muito embora esse seja um dos poucos itens diários que faço uso, achei que deixou bastante a desejar. Cumpre o que promete no quesito não grudar os cílios. Mas não dá volume nem muito realce (talvez se passar bastante, mas sou alérgica e não rola). Para quem, ao contrário de mim, tem poucos cílios, não parece ser uma boa pedida.

ESMALTES AMARELINHA E CASTELO DE AREIA COLEÇÃO A-DO-LE-TA – AVON

Segundo a descrição: um convite para que as mulheres resgatem sua infância… com cores alegres, lúdicas e divertidas… Com esse esmalte de longa duração, a diversão está garantida.

Pois é, olha a Avon aí outra vez. Neste quesito, nada mais a acrescentar.

Apesar de as cores não serem muito do meu agrado – o segundo já estava devidamente mal passado nas unhas -, realmente parece ser fiel à promessa de durabilidade. Talvez por conta de sua características meio borrachenta (não entendo nada disso, corrijam-me as pessoas que entendem). Infelizmente essa mesma característica não me agradou muito. Apesar de fácil de tirar sem acetona (só puxar o excesso, que estica como uma borracha), achei a aparência meio estranha. Culpa da cor, talvez.

Vou achar alguém para recebê-los como doação. Próximo?

HEAD & sHOULDERS CREME DE TRATAMENTO ANTICASPA – P&G

Segundo a descrição: Nas versões Hidratação e Proteção Contra Queda, o creme de tratamento anticaspa h&s tem uma fórmula exclusiva que deixa o couro cabeludo saudável e o cabelo maravilhoso em apenas 1 minuto.

Diz a P&G que está reduzindo o uso de animais em seus testes. Ou seja, ainda faz uso (essa caixinha não vai se salvar desse mal?).

O produto tem uma consistência bem pastosa, mas não é difícil de ser espalhado no couro cabelo, mesmo para mim que uso megahair de queratina. Comecei a testá-lo ontem, mas já achei bom o resultado em apenas uma aplicação.

OFF! COSMETIC – S.C.Johson

Segundo a descrição: para mulheres que gostam de curtir a vida ao ar livre. Possui ação hidratante e deixa sua pele com textura e perfume suaves. Sua fórmula exclusiva protege contra os mosquitos de forma delicada.

Realmente a caixinha não conseguiu passar no quesito teste em animais, pois o último item também é de empresa constante na lista do PETA. Foi como eu disse, nessa área é difícil salvar-se alguma.

Quanto ao produto em si, não costumo fazer uso de repelentes, mas a consistência deste me pareceu interessante e será testado muito em breve. Ponto negativo para o fato de ser uma amostrinha muito pequena (30 ml).

A Glossy possui muitos outros serviços, como compra de “produtos de marca” por preços interessante – para as assinantes – e um blog que parece muito interessante para quem se interessa por moda e afins.

A caixinha deste mês deixou a desejar, mas vamos ver o que a dezembro nos guarda (um produto ao menos de empresa que NÃO TESTA em animais, por favor?).

Se você se interessou e quiser assinar a GlossyBox, pode fazê-lo por aqui e acaba me ajudando a ganhar pontos (nunca ganho nada com este blog, então uns pontinhos não iriam mal).

Um ano de soberbas amenidades

Foto de Renata Diem

Quem diria que o bloguinho já está fazendo um ano de criação.

Tudo bem que ele foi praticamente abandonado por longos períodos, mas tentei, minimamente, explicar as razões aqui. E algumas dessas mesmas razões seriam, hoje, utilizadas como tema para o post comemorativo de um ano. Porém pensei: elas já me influenciaram tanto; tiraram, em parte, minha ânsia e espírito inquieto da (boa) discussão; já atingiram tantas pessoas que pouco, ou nada, tinham a ver com isso; que seria tornar um tema tão soberbo para determinadas pessoas, apenas ameno para aqueles que desconhecem sua origem e profundida.

Creio ser melhor, então, fazer uma breve retrospectiva do blog, até para mostrar que, apesar dos poucos posts neste um ano – 46 (quarenta e seis) -, muitos temas soberbos e outros tantos amenos foram aqui retratados.

Como os cartões de aniversário, que foram 4 (quatro) – amiga, amigo, sobrinho e namorado – e encabeçam a categoria #mimimi.

Já na categoria seriedades, com posts sobre união homoafetiva, surpreendeu-me o enorme número de buscas que levaram ao texto sobre banheiros para cadeirantes. Espero que isso denote a preocupação em se respeitar, cada vez mais, a individualidade dessas pessoas, que com tantas limitações diárias já são obrigadas a conviver.

Infelizmente, nessa mesma categoria, encontram-se textos que muito pouco foram lidos (acessados), em razão do enorme conteúdo jurídico que possuem, como a Lei dos Call Centers, Prazo de validade dos créditos para celular e Reincidência Criminal.

Houve a época em que me meti a falar sobre filmes, principalmente os vencedores do Oscar das principais categorias, mas abandonei o tema por não ter assistido, na época (nem hoje), todos os concorrentes.

Dois de meus posts preferidos, contudo, estão mais para as ameninades do que aos temas soberbos, estando em segundo lugar meu reconhecimento de que não estou preparada para ser mãe e, em primeiro, meu confessado medo respeito pelas aves.

Vejo que o feminismo, estampado na minha bio, foi responsável por categorizar, expressamente, apenas 6 (seis) posts, o que não significa que muitos dos demais – senão todos – não tenham a influência desse que considero um dos pensamentos que melhor me norteia.

Há outros tantos assuntos que foram abordados, mas deixo a cargo de cada um pesquisar e lê-los, caso se interessem. Este post de aniversário não tem o intuito de seguir a mesma linha de prolixidade comum aos demais.

 

Expectativas, crises e minha ausência por aqui

20111020-014539.jpg

Faz tanto tempo que não apareço por aqui. E não são os assuntos que me faltam – esse nosso mundão não permite tal afirmação – ou a falta do que dizer – produzo textos diários de mais de cinco páginas [A4 (para elucidar a dimensão, hahahha)]. Acredito que seja culpa de meu cansaço com as indignações.
Ok, essa última frase ficou meio estranha, mas o que eu quis dizer é que estou em uma fase de “preguiça de manifestar minha indignação”. Não que eu não as tenha – pelo contrário, pois ultimamente são muitas-; mas me falta ânimo para o debate, para as discussões, para o enfrentamento.
Eu sou assim. Tenho dessas crises. Sou movida pela paixão, mas nem sempre ela está direcionada para as mesmas coisas. No momento, está em sua fase mais egoísta, direcionada a outro ser, o que me afastou da paixão pelo debate, mas também não significa que sejam excludentes.
Bem, quando começo a falar de muitos assuntos e alongar demais minhas frases é sinal de que “coisa grande” vem pela frente (na argumentação, na indignação etc.). Mas não será neste post que elas serão expostas.
É que não apenas minha paixão está em uma fase egoísta. Meus dilemas e insatisfações também. São tantas as questões pessoais que perpaçam minha mente neste instante, que optei por abandonar a retórica dos demais temas. O trabalho já me garante grau suficiente de debate das grandes (ou não) questões, direcionado, então, todo o resto de minhas forças ao meu umbigo e os limites que o cercam.
Acabou que em tantos parágrafos eu não disse nada com nada – ao menos para aqueles que não estão bem próximos a mim neste momento -, obrigando-os a ler um texto aparentemente desconexo e absolutamente pessoal.
Para não encerrar como se nada tivesse dito – apesar da prolixidade que sempre me acompanha -, esclareço que o intuito inicial, ao fazer um post nesse horário da madrugada, era cuspir as bolas de pêlos que trancam minha garganta neste momento. Parcialmente o fiz.
E destacar que, apesar de eu sempre proferir frases de efeito no estilo “vá sempre com as expectativas baixas, pois mais fácil as boas surpresas”, não consigo seguir meus próprios conselhos e acabo, invariavelmente, decepcionando-me com as pessoas, por esperar mais delas, ou então, crer mais nelas do que elas próprias.
Como eu disse hoje no Twitter, pessoas te elogiando vão haver de monte ao longo da vida, mas poucas serão as que realmente irão te defender/ajudar nos momentos de crises.
Muito embora lá (Twitter) a afirmação tenha tido uma conotação voltada ao âmbito profissional, aqui eu a amplio para todas as outras áreas da vida.
Encerro finalmente salientando que a vida é muito curta (e frágil) para você se dar ao luxo de afastar as pessoas que realmente são importantes. E que pedir perdão não o torna fraco, mas sim forte, por mais estranho que isso possa parecer.

PS: texto confuso, meio desabafo, meio tristeza, meio #mimimi e diretamente do IPhone, pois o sono anda brigando com meus pensamentos e me deixa nesse estado meio indeciso entre o cansaço e a insônia.

Este não é mais um cartão de aniversário!

Ok! Eu menti no título. Este é, sim, mais um cartão de aniversário #mimimi. Por isso, se você não está afim de ler coisas do gênero, acho bom parar por aqui. Ao menos eu aviso, como fiz aqui e aqui.

Hoje é aniversário do meu Gui, mas saibam que o uso do pronome possessivo não significa que eu o seja, pois uma das coisas que aprendi com ele foi, justamente, que amar é libertar.

Completar um quarto de século não é tarefa árdua. Não apenas pelo aparente peso de já se ter atingido um terço da expectativa de vida do brasileiro, mas também por ser, geralmente, a idade em que muitos ciclos se fecham, enquanto outros tantos se iniciam. E, no seu caso, pode-se dizer que as premissas são verdadeiras.

Para os que não sabem, nós nos conhecemos por acaso, naquelas situações que requerem uma infinidade de acontecimentos que, se programados, provavelmente não ocorreriam: se não tivesse deixado de sair com a amiga e o namorado; se não tivesse chamado outra amiga para fazer algo; se não tivéssemos decidido comer pizza na casa de terceira pessoa; se não tivesse sido provocada a dar meu telefone; se não tivesse mandado aquela DM; se não tivesse aceitado aquele abraço… Foram tantos se em nossos caminhos que até o namoro começou assim, dependendo.

Primeiro eu achei que não tínhamos nada a ver: ele é da gastronomia, eu sou do direito; ele é rock, eu sou mpb; ele com 23, eu com 29; ele é fogo, eu sou ar; ele é agora, eu sou amanhã. Nem os amigos acreditaram que dariam certo e muitas foram as pessoas que torceram contra.

Relutei em aceitar sua presença na minha vida, mas deixei que secasse minhas lágrimas. Limitei seu espaço no meu dia-a-dia, mas aceitei aquele abraço que tanto precisava; criei distrações e joguei meu foco em pessoas e coisas diversas, mas acabava os dias recebendo seus carinhos em uma mensagem. E quando tudo parecia estar próximo do fim, ele soube me libertar, momento em que finalmente me prendeu, conquistando não apenas o meu amor, mas também minha admiração.

Hoje, quando encaramos juntos mais um desafio – a distância diária imprescindível para o crescimento profissional de ambos -, percebo que as nossas iniciais aparentes diferenças são, na verdade, complementos que tornam nossa união ainda mais graciosa.

Se em outros tantos momentos as palavras são fartas e preciso controlar meus impulsos prolixos, hoje elas parecem me faltar. Talvez porque o necessário já tenha sido dito pessoalmente, olhos nos olhos, ou porque a saudade já prenuncia seus primeiros sintomas, tornando embargada não apenas a fala, como também a escrita.

Por isso, encerro aqui este arremedo de cartão de aniversário, na certeza de que o presente, hoje, quem recebe sou eu, pois de uma maneira torta consegui trazer para a minha vida alguém que me faz deveras feliz.

Feliz aniversário, meu Gui – que também é de todos, pois seu coração é tão grande quanto os seus 2,05m de altura. Que a vida seja sempre generosa com teus esforços e que as dificuldades sejam redondas, para facilitar quando as empurrar para longe. E saiba que os percalços serão sempre transpostos comigo segurando a tua mão e dizendo “vai dar tudo certo“.

Loveiú, chuchu!

O que traz você aqui?

Tenho andado tão afastada deste blog. Por certo que não se resume a minha dedicação maior dada ao outro, mas também porque não ando inspirada a discorrer sobre os temas amenos e soberbos que sempre compuseram os posts daqui.

Já que o blog estava começando a criar teias de aranha, resolvi fazer um post sobre um assunto que há tempos queria escrever: o que traz as pessoas (desconhecidas e que não o fazem por mera amizade) ao meu blog?

Não sei se todos sabem, mas o wordpress permite-nos saber a origem dos cliques, inclusive os termos de busca utilizados nos googles que levaram as pessoas a cair aqui no blog. Se leram o conteúdo dos posts ou o que acharam do que encontraram, infelizmente ainda não há como saber. Gostaria, pois, que as pessoas deixassem suas impressões, nos comentários, nem que fosse para dizer: porcaria de google que me trouxe para um blog nada a ver com o que procurava. Creio, aliás, que essa seria a frase mais utilizada, tendo em conta os termos que as trazem aqui.

Sem mais delongas, vamos a eles – e as comentários (im)pertinentes desta que vos fala:

Michele Meiato Xavier: Ok! É meu nome. Mas fico espantada com a quantidade de vezes em que é inserido assim, completo e isolado. Geralmente quando a busca é pelo meu blog, acompanha outros termos que assim indicam. Mas assim, isolado? #Tenso

vaginas bonitas: esse afixionada por vaginas (mas apenas as bonitos, viu?) visitou-me 3 vezes nas últimas semanas. Será que no primeiro clique ele já não percebeu que não era o local onde encontraria o seu intuito? Ou vai que encontrou… #Tenso

gentileza: sim, você fez uma para mim ao entrar aqui no blog. Poderia ter feito outra e deixado um comentário, né?

ghandi o mundo é suficientemente grande para satisfazer: oi?

mulheres presas por trafico: não estou advogando, sinto muito!

o’que tem nas escola particular para os cadeirante: concordância nominal. Já serve, né?

fazer sexo no trem cptm: melhor evitar trens e exibicionistas nas próximas semanas.

só queria te estuprar: há tratamentos para isso, sabia? Farmacologia já é um bom início.

falar ou não falar para um homem galinha que você se importa: minha querida, parte para outra que é melhor!

pessoas que se tocam: nascem pêlos nas mãos, viu?

muitas vezes o simples fato de querer ir ao banheiro e não conseguir espressar essa necessidade: é difícil se expressar com S mesmo. Quanto ao banheiro, fala logo que quer cagar que está tudo bem…

mudo surdo e mudo: que triste deve ser alguém duplamente mudo.

sic fala um homem que quer mudar de sexo: errado. Ele fala corta fora.

garota realizando desejo sexual de homem: não é à toa que sexo é um dos termos mais procurados no Google.

rei sentado:  piriri?

cuidada demasiadamente pelo padastro paizinho: uh-uh, senta aqui.

rumo a plenitudo do meu ser: Deus?

eu só quero te extuprar com muito carinho: aprende a eXcrever antes…

sou autista e tenho dificuldade de olhar nos olhos: muda isso assim.

mulher bonita do parana: já saí de lá. Sinto muito.

doandor de semem sendo filmado: quanta perversão, minha gente.

mulher usando cabelo curto e freud: sim, inveja do falo, blá blá blá blá blá whiskas sachê.

descobri que minha namorada é travesti: pense nas múltiplas opções.

meu filho é autista ou é surdo?: berra ao lado dele e testa.

gato laber o meu nariz: não mata! Já comprovei.

meu gato chupa tecido: putz! Deixa para lá a brincadeira que eu ia fazer.

sexo entre homens – em banheiros publicos ou privados: públicos, sempre.

escrava sexo surra: uhuuul!

aniversario para tia endividada: ajudem a coitada, gente.

por que homens gostam de ser comidos por travestis: não tome os outros por você, meu filho.

mulher bonita do rio grande dosul: achou!!!

falando no ouvido:  prefiro que fale com a minha mão!

videos fudendo a sua tia de 48 anos cabelo curto e preto: Freud faria uma tese aqui.

como encerrar o primeiro post: olha o plágio!

não gosto de disputas o que é meu é meu e pronto: hahahahahahaha

michele dominadora: injúria!

alguem apesar de ter cabelo fragil usou megahair e gostou: não caia nessa. É tudo photoshop.

como saber se seu pai quer te estuprar: não espere para saber… Run, Forrest! Run.

lesbicas costumam raspar cabelos da vagina: não, só os pêlos!

irmao pega irma no casa de banho: e dá-lhe Freud.

domnação materna: isso é um caso para o Dr. Freud também?

Fiquei nos termos dos últimos 30 dias, senão o post ficaria imenso. Desculpas antecipadas pelas brincadeiras, caso algum dos responsáveis pelos termos reapareça por aqui. Mas, nesse caso, deixem um recadinho ou me mandem um e-mail acerca de suas decepções por caírem de paraquedas no meu blog, tá?

%d blogueiros gostam disto: