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#mimimi Feliz Aniversário, geleinha @renatadiem

Fazia tanto tempo que eu não escrevia por aqui e mais ainda que não atualizava a sessão mimimi, que mais do que merecido que esse retorno, digamos que duplo, fosse em grande estilo.

Hoje, 10 de abril de 2012, comemora-se mais um aniversário dessa pessoa tão especial em minha vida. Vamos, antes, deixar de lado o número de outonos por ela já vididos – o que eu acho uma bobeira, pois parece muito mais nova que a idade que consta em sua certidão de nascimento – e nos concentrar nas primaveras que já passou ao meu lado.

Sim, porque nos conhecemos em uma primavera – ao menos assim eu me lembro -, em meio a tantos amigos que hoje podem ser contados em uma única mão, seja porque se perderam no caminho, seja porque nunca receberam efetivamente esse adjetivo (eu sei que se trata de substantivo, mas me deixem exercer minha liberdade poética).

Não vou fingir e tornar essa história mais mimizenta do que efetivamente é: não foi amor amizade à primeira vista, tanto que depois disso passamos longo período sem nos vermos e conversando apenas pela internet, em comentários de flickr.

Alguns anos se passaram e quis o destino, com suas eternas ironias, que nos reencontrássemos em momento singular de nossas vidas. Os cabelos podiam ser bem diversos dos de outrora, mas as experiências pessoais muito similares.

E, afinal, não dizem que são as dores ou as alegrias que unem as pessoas? Optamos por ambas, não necessariamente ao mesmo tempo e não necessariamente separadas.

Foi muito importante ter um ombro amigo nos momentos de negação, nos momentos de raiva, nos momentos de negociação, nos momentos de depressão, no momento de aceitação (sim, compartilhamos as cinco fases do luto de cada uma).

Mas, principalmente, foi muito importante ter um ombro para me escorar nos dias de bebedeiras.

Entramos em tamanha sintonia que ela conseguiu perceber, antes de mim, que eu estava cansada, que eu estava curada, que eu estava encantada, que eu estava enojada e, até mesmo, que eu estava apaixonada.

E uma pessoa assim, que foi capaz de perceber tantas coisas antes de mim ou concomitantemente, que acreditou em um romance quando ele ainda era duvidoso para os próprios envolvidos, que apoiou as maiores loucuras e ajudou a erguer dos piores tombos, por certo que não poderia ser nada menos do que minha madrinha, minha comadra, minha testemunha e minha cúmplice em momento tão importante meu.

Nossas confidências vão dos temas mais profanos aos mais sublimes (sem que um exclua o outro); nossas brigas geralmente são ridículas e superficiais; nosso amor é incondicional e profundo; nossa amizade, rogo, será sólida e permanente.

Por isso hoje, apesar de ser o SEU dia, serei egoísta e desejarei coisas para mim: que você continue sempre ao meu lado; que seu ombro e colo estejam sempre dispostos a me acolher; que os amigos (eu) sejam presença constante em sua vida; que possamos continuar a dividir as alegrias e as tristezas, independente de suas intensidades.

Apesar de essa ser uma época de reclusão – não para mim, claro – e uma pequena depressão – novamente, não no meu caso – pela errônea impressão de que a vida escorre pelos dedos com muita rapidez, espero que você tenha claro que, embora seja sempre bom fazer o que amamos e verbalizar tal sentimento aos que nos cercam o mais rápido possível, pois amanhã não sabemos se estaremos vivos (né, Becher?), sempre há tempo para (re)começos, para (re)descobertas.

Apesar de todos os dias, quando acordamos, não termos mais o tempo que passou, ainda temos muito tempo. Temos todo o tempo do mundo…

Obrigada por voltar para minha vida. Amo você.

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PS: “Geleinha” é um daqueles segredos profanos, ou sublimes, que citei acima.

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